
MEMÓRIA: 50 ANOS DO ACIDENTE NO TREVO DO BAGAÇO
Em 25 de agosto de 1976, um ônibus que levava crianças para as comemorações do Dia do Soldado sofreu um acidente no Córrego do Bagaço. Meio século depois, sobreviventes e famílias ainda carregam as lembranças daquele dia.

Há lembranças que sobrevivem a meio século. Para uma das crianças que estavam naquele ônibus, uma delas tem melodia. Rosália escapou da catástrofe que acabou vitimando 16 crianças e a professora Lúcia Vianna Paiva. A professora posteriormente deu nome a uma escola municipal no bairro Baronesa.
Uma edição do jornal O Estado de Minas, de 27 de agosto de 1976, informa que as 16 crianças e a professora foram sepultadas no dia seguinte ao acidente, em dois cemitérios de Santa Luzia. A cerimônia teve a presença do então secretário estadual de Educação, José Fernandes Filho, e do arcebispo metropolitano Dom João de Resende Costa. Pouco antes do acidente, elas cantavam. A última música de que Rosália Barbosa – a “Tieta”, notória sobrevivente do trágico episódio – se recorda era “Peixe Vivo”. Cinquenta anos depois, ouvi-la ainda traz de volta aquele 25 de agosto de 1976.
Para se ter uma idéia da dimensão do acidente, 50 crianças ainda estavam em hospitais, algumas em estado grave, no dia seguinte à batida.As crianças vitimadas no acidente tiveram seus nomes cravados em ruas do conjunto Cristina, inaugurado na década de 1980.
Fernando de Castro, bibliotecário e historiador do São Benedito narra em seu livro esse caso, e é dele a única foto disponível para ilustrar essa sequencia de eventos. É dele a fotografia que mostra o veículo acidentado.
O trevo do Bagaço permanece com seu nome, e na memória luziense o acidente fatídico permanece como uma triste lembrança por conta da perda de tantas crianças.
São 50 anos do fatídico 25 de agosto e ainda assim, a lembrança permanece viva como uma página atemporal nunca esquecida.




