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De Santa Luzia para o Brasil: BH compra 108 lojas do Epa e se aproxima de 600 unidades

Rede que nasceu na cidade há 30 anos já é a quarta maior supermercadista do país; Cade aprovou negócio após investigar concentração de mercado e três lojas de Santa Luzia estão na operação

O Supermercados BH recebeu autorização do Cade para adquirir 108 lojas da DMA, responsável pelas bandeiras Epa e Mineirão. A operação inicialmente envolvia 120 estabelecimentos, mas 12 foram retirados após o órgão aprofundar a análise sobre concentração de mercado.

As mudanças já começaram. Unidades adquiridas em cidades mineiras estão sendo adaptadas e reabertas com a identidade do Supermercados BH. Em Santa Luzia, estão na relação publicada das lojas adquiridas as unidades do São Benedito, Parque Boa Esperança e Bela Vista.

Uma história que começou em Santa Luzia

O crescimento tem um significado especial para a cidade.
Foi em Santa Luzia, em 1996, que Pedro Lourenço abriu a primeira loja do Supermercados BH. O estabelecimento tinha apenas três caixas e o ponto foi oferecido ao empresário por Walter Arantes e Vicente Bretz — empresários da própria DMA/Epa.

Trinta anos depois, a pequena operação iniciada em Santa Luzia tornou-se a quarta maior rede supermercadista do Brasil e agora compra 108 estabelecimentos do grupo que participou de sua origem.

O BH faturou R$ 25,7 bilhões em 2025, atrás apenas de Carrefour, Assaí e Grupo Mateus. A DMA faturou R$ 8,9 bilhões. Com a expansão, estimativas colocam a operação combinada próxima dos R$ 35 bilhões, embora esse valo seja uma projeção e não o faturamento oficial futuro da companhia.

A empresa também caminha para se aproximar das 600 unidades, ampliando uma trajetória que começou justamente em Santa Luzia.

Por que o Cade entrou no negócio?

O Cade identificou sobreposição entre BH e DMA em 113 dos 120 mercados inicialmente analisados e classificou a operação como complexa. Após a retirada de 12 estabelecimentos, aprovou a compra das 108 lojas restantes sem novas restrições.

Agora, para o consumidor, a questão será prática: acompanhar se o crescimento da rede produzirá ganhos de escala e preços mais competitivos ou redução da concorrência nos mercados onde BH e Epa disputavam clientes.

Em Santa Luzia, a expansão tem ainda um componente histórico difícil de ignorar: o supermercado que começou na cidade com apenas três caixas retorna, três décadas depois, como a quarta maior rede do Brasil para incorporar lojas do grupo que ajudou a dar origem à sua história.

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