
TJMG mantém condenação de padre José Carlos a 43 anos por crimes sexuais em Santa Luzia
Religioso continuará em liberdade enquanto recorre; defesa anunciou que levará a discussão adiante
A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação do padre José Carlos Pereira a 43 anos e seis meses de prisão por crimes sexuais cometidos contra quatro vítimas em Santa Luzia.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (23) pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que rejeitou os pedidos da defesa para anular o processo e absolver o religioso.
José Carlos foi condenado em outubro de 2024 pela 3ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Santa Luzia. Os crimes reconhecidos pela Justiça ocorreram entre 2014 e 2021, em dependências da Igreja São Benedito e de Colégio São Benedito, onde era diretor. Uma das vítimas tinha 13 anos quando ocorreram os primeiros abusos.

As primeiras denúncias vieram a público em 2021. Após o surgimento das acusações, José Carlos foi afastado de suas funções religiosas pela Arquidiocese de Belo Horizonte.
Padre não será preso agora
Apesar da manutenção da pena, José Carlos Pereira não será preso imediatamente. A sentença de primeira instância permitiu que ele recorresse em liberdade, e ainda existem possibilidades de recursos às instâncias superiores.
A defesa sustenta a inocência do padre e informou, após o julgamento desta quarta-feira, que apresentará novo recurso.
Caso a condenação seja mantida após o encerramento das possibilidades de recurso, a pena estabelecida pela Justiça deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O processo tramita em segredo de Justiça.




